NIKE e AIR JORDAN: A estratégia de marketing por trás desse tênis de sucesso!
- Marketing Perverso

- 9 de nov. de 2021
- 4 min de leitura
Atualizado: 6 de fev. de 2022

O tênis mais hypado das mídias sociais do momento é uma tremenda estratégia de marketing da Nike em 1984. O que para a gente parece ser uma collab, para a empresa foi a forma que eles encontraram para competir com as marcas de tênis esportivos - Converse e Adidas - nas quadras!
A Nike queria fazer parte das marcas que compunham o basquete profissional dos EUA, mas todos os jogadores famosos já estavam sendo patrocinados pelos concorrentes. Para não ficar de fora, a Nike elaborou um plano de patrocinar um calouro da liga de basquete. Muitos nomes foram citados e analisados, Michael Jordan nem era a primeira opção da empresa, porém, acabou se tornando o garoto propaganda que a Nike precisava. Assim, nasce uma parceria que valeria milhões de dólares no futuro.
A escolha de trabalhar com o Michael Jordan era um risco enorme para a renomada Nike. O jogador ainda não era famoso, não tinha ganhado a confiança entre os críticos de basquete e nem estava para entrar na NBA como a primeira escolha dos times. Então, por que a Nike o escolheu? Por causa do buzz que ia gerar! A ideia de ter um atleta calouro negro vendendo tênis personalizados para uma América branca era absurda e interessante demais. A parceria ia chocar a sociedade e trazer mais visibilidade para a marca - tudo o que a Nike queria.
O primeiro Air Jordan
Com o contrato assinado, a parceria começou em 1985 com a ida do jogador de basquete para o Chicago Bulls. O primeiro modelo de tênis (Nike Air Jordan 1) começou a ser produzido e inspirado nas cores vermelho e preto, representando o time de Michael.

Assim que foi para o mercado, o tênis - como esperado- gerou uma polêmica dentro da NBA, pois Michael Jordan estava usando o modelo dentro da quadra e quebrando as regras de protocolo da liga de basquete que permitiam os jogadores usarem apenas tênis brancos. Com essa "rebeldia", os objetivos de marketing da Nike foram alcançados. Todo mundo estava prestando atenção para o novo tênis que a NBA proibiu, os holofotes começaram a ficar em cima do Michael Jordan para ver quais tênis ele estava usando e qual era a sua nova marca patrocinadora. Assim, a Nike consegue entrar para o segmento esportivo de tênis.
A polêmica gerou uma campanha publicitária
Com todos prestando atenção em Michael Jordan e na polêmica dos tênis proibidos, a Nike aproveitou a atenção repentina e desenvolveu uma campanha que ficou conhecida como Banned!
A ideia da campanha não foi apenas uma resposta da marca para a NBA. A Nike sabia que estava quebrando as regras do basquete e que receberia uma notificação. No entanto, essa advertência foi o que a Nike precisava que a NBA fizesse para que as pessoas e a mídia da época voltassem a atenção para o que eles iriam fazer.
Essa é a estratégia de Buzz Marketing que vemos muitas marcas e influenciadores digitais usando essa técnica nas campanhas de marketing digital. O conceito não nasceu na Internet e como podemos ver pelo case da Nike, não é uma ideia nova.
O Buzz Marketing serve justamente para atrair a atenção das pessoas, ativar o brand awareness da marca ou do produto e incentivar o público a pesquisar, conhecer e obviamente, comprar o novo tênis que causou o maior auê no país inteiro.
Storytelling presente em cada modelo
O resultado da campanha e da collab com Michael foi um grande sucesso! E assim, a parceria se transformou em uma marca própria - a Jumpman - o logotipo presente nos tênis que todo mundo conhece que virou o selo de autenticação do produto original.

Com o sucesso dos tênis, a marca precisava lançar novos modelos para que o sucesso permanecesse vivo por mais tempo. Dessa forma, em 1986 é lançado o Air Jordan 2. Já em 1988 é lançado o Air Jordan 3 Black Cement e assim se inicia a coleção dos tênis mais emblemáticos e importantes da Nike.
Além do Buzz Marketing que foi uma estratégia essencial para a marca se posicionar no mercado de tênis esportivo, os tênis assinados pelo Michael Jordan também contou com uma estratégia de storytelling - cada tênis desenhado e produzido continha uma história sobre a vida ou carreira do jogador de basquete.
Com o storytelling, o tênis deixa se ser apenas um novo modelo de tênis e passa a ter um valor emocional tanto para o jogador quanto para os consumidores. Quem comprar aquele modelo está levando para casa um item especial na qual ele se identifica com a história ou que viveu aquele momento junto nas quadras ou acompanhando o jogo na televisão como telespectador. Assim, os tênis Air Jordan saíram do patamar de produto e viraram itens de colecionadores.
Das quadras diretamente para o Street Wear
O público-alvo começou como amantes do basquete e atletas, mas depois o Nike Air Jordan 1 caiu no gosto do povo após o tênis aparecer em looks de celebridades, como Beyoncè e Travis Scott, e no mundo fashion na categoria de street wear.

Com a massificação do produto através das mídias sociais, o modelo Air Jordan está sendo bastante procurado pela geração mais nova. Marcas do mundo da moda perceberam o aumento da procura pelo tênis e já lançaram modelos de coleção limitada para quem é fã do basquete e do mundo fashion.
A história dos Air Jordans é um case incrível da Nike e um exemplo de que um produto pode ter um valor que transcende o mundo transacional dos negócios porque esse tênis é muito mais do que um calçado.
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