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Inovação: Nem toda inovação disruptiva precisa ser tecnológica e a história do post-it vai te provar

  • Foto do escritor: Marketing Perverso
    Marketing Perverso
  • 4 de mar. de 2022
  • 5 min de leitura

Atualizado: 19 de mar. de 2022



Se você é um habitante deste Planeta Terra e é uma pessoa que faz compras e consome conteúdo praticamente todo dia, você deve ter percebido que as marcas estão sempre inovando os seus produtos, as suas estratégias de marketing, o seu propósito e por aí vai.


O mercado está cada vez mais competitivo (o que não é novidade para ninguém) e são muitas as opções de marcas que os consumidores têm ao seu alcance para escolher na hora de tomar a decisão de compra. A competição está mais acirrada mas ao mesmo tempo está mais colaborativa. As empresas estão aliando-se aos seus rivais para colocar em prática a estratégia de negócios chamada coopetição.


Para manter a sua vantagem competitiva em alta é necessário investir em inovação. E não, inovação nem sempre significa tecnologia e altíssimos investimentos em robôs, inteligências artificiais e algoritmos personalizados. A inovação é IDEIA + AÇÃO e ela pode começar em um brainstorming na sala de reunião com um papel, caneta e muitos rabiscos.


O que é inovação?

Antes de mais nada, é preciso entender direitinho o conceito de inovação. Inovação é uma novidade mas ela não é uma novidade aleatória, tem que ter um propósito.


Inovação é a implementação de um produto ou serviço, processo, método de marketing ou gestão organizacional novo ou melhores dos que já existem dentro da empresa, ou seja, é a introdução de qualquer mudança significativa dentro do seu portfólio de produto ou gestão de marca.


As inovações podem ser pequenas mudanças incrementais que melhoram um conceito existente ou grandes mudanças transformacionais que mudam a base de um produto ou processo como um todo. A inovação é o que vai manter a sua marca viva no mercado por mais tempo e fortalecendo vantagens competitivas em relação aos outros concorrentes.


Entretanto, inovar não é mudar. Ela tem que apresentar um valor, seja econômico, social, ambiental, cultural ou acadêmico. Dessa forma, uma mudança “disruptiva” só vai ser considerada inovação se for aceita pelo mercado e ser capaz de gerar lucro. Afinal, você não teve uma ideia brilhante para ficar na mesma situação, não é? Se você inova, você busca crescimento e destaque.


Agora que você já entendeu que nem toda mudança é uma inovação, vamos conhecer os principais tipos de inovação?


Tipos de Inovação


Inovação de Produto/Serviço:

Esse tipo de inovação é vista pelos consumidores como os novos produtos e/ou serviços que disponíveis no mercado. É quando a empresa traz algo realmente novo para o seu portfólio. Exemplo: O Iphone foi uma inovação de produto quando foi lançado pois não existia nenhum modelo parecido no mercado.


Inovação de Processo

Esse tipo de inovação é uma mudança nas etapas que ocorrem dentro de uma empresa, buscando trazer benefícios a curto ou longo prazo. É importante ressaltar que essa inovação não altera o produto final, mas pode interferir na sua qualidade.


Inovação Organizacional

A inovação organizacional é muito parecida com a inovação de processos. A única diferença é que a organizacional está ligada a processos estruturais e administrativos da empresa. Ex: O Home Office pode ser considerado uma inovação organizacional.


Inovação de Marketing

A inovação de marketing é bastante comum e de fácil reconhecimento para o consumidor final. As inovações de marketing são inovações de mercado, uma nova forma de se comunicar, vender e fazer publicidade. Ex: novas embalagens.


Inovação Tecnológica

Como o próprio nome diz, a revolução tecnológica é a revolução da tecnologia. É quando se usa ferramentas, técnicas e modelos tecnológicos para melhorar a criação de produtos e serviços. Nesse caso, a empresa adota a tecnologia como um fator importante de sucesso.


Inovação Incremental

A inovação incremental é fazer melhor o que já estamos fazendo, ou seja, é adicionar pequenas novidades no produto, na marca, nos métodos de produção, sem promover uma mudança muito brusca. Ex: Atualização do Iphone 11 para o Iphone 12 - as mudanças de um aparelho para o outro foram sutis.


Inovação Radical/Disruptiva

A inovação disruptiva está mais ligada ao mercado do que ao produto em si. É quando se abre uma opção de mercado nova que antes não existia. Ex:A Netflix que abriu o mercado de streaming de filmes e séries quando antigamente o mercado se baseava em locadoras.


Esses são os principais tipos de inovação que são mais comuns no mercado. O processo de inovação não é individual, em uma única empresa pode ocorrer mais de um processo de inovação em seus departamentos.


A busca constante por mudanças e formas de se adaptar ao novo cenário o mais rápido possível são fatores que podem criar uma vantagem competitiva forte para a organização, como vimos no tópico anterior.


POST-IT: a inovação que solucionou um problema que não existia (ainda)

Quem diria que um pedaço de papel adesivo colorido fosse considerado uma inovação?


O post-it surgiu em 1976 dentro de um laboratório onde o químico Spencer Silver, funcionário da 3M, inventou um adesivo sensível à pressão e com baixa aderência. Na época, a ideia foi considerada com pouca utilidade, mas mal sabia Spencer que ele estava anos à frente dos seus colegas com um produto valioso em mãos.


A utilidade do post-it só veio à tona quando um colega de trabalho de Spencer, Art Fry, precisou dos papéis adesivos para se orientar nas letras das músicas que cantava no coral da Igreja. Antes, ele marcava as músicas com pedaços de papel e um belo dia derrubou as partituras no chão bagunçando tudo.


Foi aí que ele se lembrou da ideia do amigo Spencer e passou a usar os papéis colantes para marcar suas partes na música. Assim, Art encontrou (sem querer) o problema da solução que seu amigo criou.


Com o novo direcionamento, os dois cientistas aperfeiçoaram a ideia do produto. Art começou a distribuir amostras para seus colegas de trabalho da 3M e todos começaram a usar e pedir por mais. Depois disso, o produto foi parar em grandes cidades com um número alto de escritórios para validação da ideia. Os workaholics adoraram e assim nasce a febre dos post-its no mundo corporativo.


ESCOLHA DA COR AMARELA

O post-it hoje em dia tem uma variação de cores muito grande. Mas, no início da sua trajetória a cor oficial era o amarelo e o motivo por trás da escolha da cor vibrante não tem nenhum estudo por trás.


A cor amarelo canário foi escolhida por acaso já que no laboratório tinha disponível apenas papel amarelo para rascunho.


PUBLICIDADE ORGÂNICA

O post-it virou uma febre no mundo corporativo e as pessoas começaram a usar os adesivos auto colantes por tanto verem no seu dia a dia, já que os clientes colavam os marcadores ao enviar documentos, despertando a curiosidade dos destinatários.


Assim, o Post-it obteve um sucesso tão grande e imediato que a 3M recebeu mensagens dos principais presidentes das 500 maiores empresas dos EUA.


Depois disso tudo, o post-it segue firme e forte marcando presença nos escritórios mas também em trabalhos que requerem criatividade e dinâmica, sendo uma ferramenta essencial para lembretes, anotações, recados e organizador de ideias.


O caso do Post-it e da 3M é uma ótima forma de mostrar que a inovação pode acontecer quando você menos espera e não precisa ter os recursos mais caros do mundo. Ela pode ser bem mais simples do que os gestores imaginam.


Você usa post-it na sua rotina? Confesso que por aqui ele é essencial na hora de estudos e planejamentos!


EMPRESA INOVADORA

Para ter uma empresa inovadora requer um mindset organizacional voltado para inovação. As pessoas têm que entender que mudanças fazem parte do planejamento e desenvolvimento de uma empresa, e que elas vão fazer parte da rotina.


Quanto mais apegados formos aos processos e metodologias, mais difícil será enxergar o novo e atualizar-se a tempo das mudanças do consumidor. Porém, as mudanças devem ser avaliadas com cautela e atenção, pois se a empresa ficar mudando o tempo todo, o risco será maior e o gestor estará lidando com uma marca esquizofrênica que não sabe o que quer e qual caminho seguir, confundido e afastando os consumidores.


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