Britney vs Spears: Como a Britney se tornou um produto do capitalismo?
- Marketing Perverso

- 11 de out. de 2021
- 2 min de leitura

Você pode está se perguntando o que o novo documentário “Britney vs Spears” da Netflix tem a ver com o Marketing Perverso: tudo e nada!
Quando assisti o documentário, vários tópicos pipocaram na minha mente que envolvem assuntos como gestão de marca, personal branding e capitalismo. Não vou entrar em detalhes de todo o movimento #FreeBritney, mas vou explicar de um ponto de vista estratégico o que nós podemos analisar com o caso.
O capitalismo
Primeiro de tudo, vamos entender um pouco sobre o nosso sistema econômico - o capitalismo. Para Karl Marx, o capital é qualquer bem que fosse investido para gerar lucro, sejam máquinas, dinheiro ou fábricas. No entanto, esse lucro era alcançado graças à relação de trabalho por meio da mão de obra assalariada. O trabalhador é obrigado a vender sua força de trabalho em troca de um salário, pois só assim consegue se sustentar na sociedade. Porém, há uma relação de exploração já que os trabalhadores não controlam sua produção, pois o dono da fábrica (empregador) exerce uma dominação sobre o seu trabalho (empregado).
Com essa explicação, podemos ver que o nome Britney Spears deixou de ser ALGUÉM e passou a ser O QUE. Sob a tutela do seu pai, Britney passou a ser um produto do capitalismo que tinha o único objetivo de gerar dinheiro para o seu tutor. Os seus direitos como pessoa deixaram de existir já que o seu responsável enxergou nela um potencial de ganhar mais e mais dinheiro com o seu talento.
Gestão de marca pessoal x Marketing
No mundo das celebridades, sabemos que nomes pessoais são transformados e geridos como marcas. Afinal, um ator, um cantor ou um artista precisa construir a sua reputação no mercado em cima do seu nome. Essa gestão de marca pessoal, nós chamamos de personal branding.
O marketing alimenta o sistema capitalista já que sua função é satisfazer as necessidades do cliente. Com uma marca pessoal, adaptamos o serviço oferecido pela pessoa com as tendências do mercado e algumas estratégias para despertar o desejo de consumo. Nós, como consumidores, tínhamos noção do que estava acontecendo com a Britney durante todos esses anos, mas na hora de consumir o seu trabalho, não parávamos para pensar que a artista estava sendo explorada.
Além disso, a sua imagem na mídia foi totalmente criada em cima de mentiras na qual acreditávamos que a artista era desequilibrada, dependente e com problemas psicológicos. Essa reputação colocava em jogo a credibilidade e autoridade da Britney como cantora para tomar suas próprias decisões na carreira.
Então sim, somos fortemente influenciados pelas mensagens transmitidas pela mídia. A publicidade junto com o capitalismo é uma dose pura de sedução que deixa o nosso raciocínio embaralhado e no modo automático.
A forma como você gere a sua marca e a comunicação que você trabalha são fatores poderosos para a sua lucratividade. O mundo do marketing é perverso e se você ter conhecimento disso e usar com "sabedoria", a sua imagem para com os consumidores poderá facilmente ser manipulada.
Você assistiu o documentário? Deixa nos comentários o que achou da produção da Netflix e



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