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O Lado Perverso do Facebook: o que a gestão da marca tem a ver com o apagão das redes sociais?

  • Foto do escritor: Marketing Perverso
    Marketing Perverso
  • 6 de out. de 2021
  • 5 min de leitura


04 de outubro de 2021 pode ser chamado como a grande crise digital dos pequenos e médios empreendedores que têm o seu negócio 100% dependente dos aplicativos do Facebook Company: Instagram, Facebook e Whatsapp. São milhares de empresas que usam essas plataformas como principais canais de venda e atendimento ao cliente.

Ainda não temos a resposta do que aconteceu para que essas mídias sociais ficassem mais de 6h fora do ar, porém, o caso de Mark Zuckerberg vai muito além do que uma falha técnica do sistema.


O Facebook

O Facebook se tornou um grande monopólio da Internet conquistando títulos e valores altíssimos nas mais importantes bolsas de valores e de tecnologia no mundo. A rede social surgiu em 2003 e tinha o objetivo de "conectar pessoas, criando um mundo mais transparente" como dizia o seu próprio fundador.


Segundo Zuckerberg, os valores da empresa estão baseados na liberdade de compartilhamento de informações e de conexão, o respeito à privacidade dos usuários, liberdade e fluxo livre de informações, igualdade de fundamentos, responsabilidade e transparência.


Entretanto, podemos perceber que as coisas mudaram com o passar do tempo e o crescimento da companhia no mundo.


As polêmicas

Como toda marca em crescimento e expansão, as mudanças fazem parte da sua gestão. A equipe e os líderes estão sempre em busca de inovações para melhorar o seu serviço e oferecer uma experiência positiva para os seus usuários. Mas essa visão mudou completamente dentro do Facebook e transformou o empreendimento que tinha valor, propósito e o foco nos seus clientes em apenas uma empresa capitalista liderada pela ganância.


Começamos a ver frequentemente o Facebook envolvido em polêmicas e se esquivando de suas responsabilidades. Em 2018, a empresa foi acusada várias vezes sobre vazamento de dados de milhões de usuários, manipulação de informações de perfis para campanhas de marketing e falhas técnicas como instabilidade do site e bugs que abriram acesso para a invasão das contas.


O caso do vazamento de dados envolvendo a consultoria Cambrigde Analytica e as eleições do presidente Donald Trump foi um dos principais motivos de ter levado o Mark Zuckeberg a depor por mais de 5h no Senado dos Estados Unidos. Esse "pequeno problema" fez a rede social desvalorizar bilhões na bolsa de valores em apenas algumas horas. A partir disso, a reputação e a credibilidade da empresa começou a ser questionada pelos usuários.


A imagem do Facebook

Vimos o Facebook sair de uma rede social segura de conexão e compartilhamento com o intuito de criar um mundo mais transparente, para se tornar um lugar sombrio, questionável e perverso. A reputação da empresa no mercado não era a mesma e as pessoas começavam a se preocupar com a sua privacidade online e a segurança dos seus dados.


A consequência de ter o nome da empresa associado a inúmeras polêmicas impactou não só a queda de valor do Facebook na bolsa de valores, mas principalmente, na relação que eles tinham construído com os seus usuários que somavam mais de 2 bilhões na plataforma. Já imaginou o prejuízo que seria perder toda essa gente? Bobo nem nada, Mark continuou com sua visão e foco em tornar as pessoas mais dependentes dos seus serviços e passando mais tempo dentro da sua rede.


A solução da crise foi deixar o relacionamento alcançado com o seu público-alvo de lado e começar a focar em transações comerciais que traziam cada vez mais lucro para dentro da organização, chegando a atingir números astronômicos que faziam os olhos de todo CEO brilharem.


As cifras começaram a falar mais alto e a ter um papel mais importante dentro do plano de gestão da companhia que, infelizmente, deixou a ética e as estratégias de colocar o usuário como ponto de partida nas tomadas de decisões de lado.


Frances Haugen x Facebook

O apagão das redes sociais pode estar ligado com a investigação iniciada pela ex-funcionária do Facebook, Frances Haugen que está determinada em abrir os olhos das pessoas e mostrar que a rede social se tornou um perigo que deve ser controlada.


Frances trabalhou no setor dedicado à integridade cívica dentro do Facebook&Co e ao deixar a empresa, conseguiu recolher milhares de documentos internos que mostravam que o Facebook não estava preocupado em

tornar o espaço digital seguro mesmo

tendo acesso as respostas e mecanismos do que deveriam fazer e como deveriam fazer.


Haugen usou as informações que reuniu para denunciar o quanto o Facebook sabia sobre os danos que estava causando a sociedade e ofereceu as evidências a legisladores, reguladores e à mídia americana.

"A companhia repetidamente colocava seus próprios interesses em primeiro lugar, antes do interesse público [...] O Facebook mostrou repetidas vezes que prefere o lucro à segurança," -Frances Haugen para a entrevista do 60 Minutes.

Com os documentos sendo investigados pelo Wall Street Journal, revelou que o Facebook sabia que o Instagram estava agravando o problema de imagem corporal entre adolescentes e que ele tinha uma lista de pessoas famosas que poderiam sair impune a quebra da regulamentação da rede social.


Frances Haugen expôs o lado perverso do Facebook e está lutando para que as redes sociais da companhia sejam controladas e monitoradas por leis que assegurem a privacidade de dados dos usuários como também a limitação da faixa etária para jovens entrarem na plataforma sejam maiores de 16 anos - para evitar danos psicológicos causados pelo conteúdo presente na rede.


O apagão das redes sociais

Depois de toda essa polêmica que o Facebook está passando com a mídia americana, a falta de informação sobre o apagão repentino das redes sociais em massa e a desconversa que o Markinho está fazendo sobre o caso para a sociedade pode ser uma forma dele proteger o seu grande império.


O Facebook é uma empresa que controla muitos dados e tem acesso a informações da vida de praticamente todo mundo. Além de gerir, ele cria dados o tempo inteiro. Dessa forma, deixar as redes sociais off-line por mais de 6h pode ter sido a solução que ele junto com a sua equipe encontrou de frear a investigação que a empresa estava sofrendo.


Além disso, com todo o sistema off-line, deu o tempo necessário do Facebook analisar, organizar, e quem sabe, até se livrar, de dados importantes que seriam essenciais na investigação. Buscando proteger e tornar sigiloso as ações da empresa, nada melhor do que parar tudo e preparar a sua defesa, não é mesmo?

As Marcas x Redes Sociais

Apesar de toda essa polêmica que está bem longe de chegar ao fim, os pequenos e médios empreendedores que constroem o seu modelo de negócio e plano de marketing em cima da gestão de mídias sociais precisam buscar a sua independência desses canais.


Marketing Digital não é apenas mídias sociais. A sua empresa depender 100% de uma plataforma que você não tem controle e não consegue solucionar o problema de forma rápida e eficiente com o intuito de diminuir o prejuízo, torna a sua empresa mais frágil e apta a colapsar em uma crise que poderia ser remediada.


Quando criamos uma marca e oferecemos serviços e produtos para as pessoas, precisamos que ela exista sozinha tanto no off-line quanto no online. Existem outras estratégias digitais que podem fortalecer a sua marca, aumentar o seu número de venda e construir a sua autoridade e posicionamento no digital sem estar associado completamente ao Facebook, Instagram e Whatsapp (ou qualquer outra rede social).


Apesar de toda a confusão que o Facebook se meteu, não estamos nem perto de deixar de usarmos a plataforma. Ela se tornou um grande hábito e faz parte da cultura de conviver em sociedade, independentemente do país ou região que você se encontra. O pensamento que os profissionais de marketing e os empreendedores têm que ter é fazer o uso das mídias sociais com sabedoria e enxergá-las como pontes de relacionamento para aproximar a marca dos seus clientes.


As mídias sociais podem influenciar, facilitar e despertar o desejo da compra. No entanto, a jornada do consumidor vai muito além das redes e é função da empresa de descobrir, mapear e analisar onde, quando e como esse consumidor deve efetuar a compra.


Quer saber como as marcas brasileiras e americanas reagiram ao apagão das redes sociais? Confira aqui.



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