CONSUMO: Comportamento do consumidor 2022
- Marketing Perverso

- 2 de mar. de 2022
- 6 min de leitura

A sociedade está sempre mudando os seus comportamentos e estilos de vida com o passar do tempo. Isso acaba afetando a maneira como as marcas devem se posicionar no mercado e o que elas devem fazer para atrair atenção dos potenciais consumidores.
Sabemos que assim como as pessoas, as marcas também evoluem e sofrem mudanças ao passar dos anos. Uma empresa que se recusa a inovar e se adaptar a um novo cenário ou contexto que está inserido acaba caindo no esquecimento na mente dos consumidores, e consequentemente, encerrando sua atividade e perdendo o seu market share do mercado. Marcas como BlackBerry, BlockBuster, Kodak e Nokia são alguns exemplos de organizações que não tiveram esse insight de acompanhar a mudança de comportamento e de necessidades dos seus clientes.
Com a pandemia do COVID-19, o comportamento do consumidor mudou muito nos últimos dois anos. A economia digital foi acelerada de uma forma que nem os consumidores estavam habituados a fazer tanta compra online como também os empreendedoras não tinham todos os recursos para ofertar os seus produtos e serviços de maneira 100% digital. Portanto, tivemos que aprender rapidamente como as vendas online funcionavam para as marcas continuarem faturando e as pessoas continuarem comprando.
De fato, nosso comportamento de consumo agora é híbrido, omnichannel e cada vez mais instantâneo. As pessoas querem tudo para ontem. A lealdade de marca não é tão leal assim e os consumidores estão exigindo cada vez mais responsabilidade e logística das empresas.
Neste artigo, você irá descobrir o que as pessoas esperam dos varejistas e como elas irão efetuar suas compras além de aprender sobre:
Macroambiente: problemas sociais que não podemos controlar
Quando trabalhamos com marca e planejamento estratégico existem alguns fatores que infelizmente nem os gestores, os CEOs e as pessoas com cargos mais altos podem resolver. Essas questões são dependentes totalmente do ambiente externo como economia, meio ambiente, política, cultura, etc.
Portanto, levando em consideração nossa realidade atual o consumidor vai lidar com problemas de abastecimento e inflação, priorizando a saúde e o bem-estar de si mesmo e dos seus amigos e familiares.
O preço que antes não era um dos principais fatores decisivos na hora da compra passa a apresentar um peso maior. Consequentemente, a frequência de troca de marcas aumenta e a fidelidade do consumidor para com a sua marca favorita diminui.
Nesse cenário, podemos observar o surgimento de um novo tipo de consumidor: o consumidor acionista - são os consumidores que esperam estar no centro da estratégia das marcas. Eles estão cada vez mais exigentes e forçam os varejistas a desenvolverem novos programas de fidelidade e narrativas já que eles estão propensos a trocar de marca.
De acordo com o relatório do WGSN, embora o consumo responsável continue sendo primordial para muitos, uma grande parcela do público se mantém apática em relação ao futuro do planeta, aumentando ainda mais a distância entre intenção e ação. Assim, caberá as marcas diminuírem essa distância, motivando e incentivando as pessoas a adotarem comportamentos mais sustentáveis.
OMNICANALIDADE: as marcas precisam ser omnichannel
Quem nunca se frustrou quando estava atrás de um determinado produto e quando chegava nas lojas físicas ou no site da empresa se deparava com uma etiquetazinha de "produto indisponível" ou "esgotado"?
O setor de logística das marcas vem sofrendo muito para resolver o problema dos estoques vazios, alta de preços e escassez de produtos, visto que se o cliente não encontrar o produto que ele quer na hora que ele quer, provavelmente não dará uma segunda chance para a marca e partirá para o produto do concorrente.
Nesse contexto, o concorrente não é apenas a marca que vende o produto do mesmo segmento que o seu. Hoje em dia, tudo e todos são concorrentes diretos. A jornada do cliente está cada vez mais não-linear já que se o consumidor não encontra o seu produto na sua loja física, ele vai para o site. Se ele não encontrar no seu site, ele irá comprar em um market place ou em um revendedor.
Quando o cliente chega em um market place, as opções de compra aumentam. São mais produtos similares disponíveis que realizam a mesma função e entregam experiências muito parecidas. A partir daí, voltamos para aquela discussão que tivemos no início do texto onde falamos que o preço terá um peso maior na decisão final de compra, abrindo portas para o cliente mudar de marca.
Perfis dos consumidores
Consumidores Híbridos

Esse grupo de consumidores está cansado da falta de produtos e da longa espera para ter acesso a eles. Por isso, estão cada vez mais dispostos a fazer o que for possível para comprar o que quer e quando quer.
Em 2020, a Adobe Analytics divulgou uma pesquisa informando que mais de 2 bilhões de mensagens de "estoque esgotado" apareceram em listas de produtos on-line. Isso teve um efeito devastador na confiança e na fidelidade do público.
Portanto, para recuperar a confiança dos consumidores, as marcas vão ter que investir nos serviços multicanal como apps, plataformas, lojas, redes sociais e sites de revenda para manter o cliente feliz e satisfeito.
As pessoas vão comprar de quem tiver o produto e de quem for capaz de garantir uma entrega rápida e segura. O lema de 2022 dos consumidores é: comprar de qualquer marca, em qualquer lugar.
Consumidores obcecados pelo preço

De acordo com o WGSN, a prioridade desse grupo serão ofertas e promoções, já que eles terão que lidar com um futuro sem auxílio financeiro do governo e com a escassez de produtos, inflação e problemas de logística.
Pode parecer brincadeira, mas em 2021 o consumo aumentou devido aos auxílios financeiros dos governos, à demanda represada e ao fato de as pessoas terem passado mais tempo em casa. Porém, a realidade de 2022 é bem diferente.
A inflação está com tudo batendo na nossa porta, o aumento dos impostos reflete diretamente no aumento dos preços das matérias-primas e o custo para a produção dos produtos e/ou serviços. Consequentemente, o preço final que chega ao consumidor está mais alto do que o normal.
De acordo com o 2021Fashion Resale Report, mais do que o dobro de consumidores pretende comprar mais de redes populares nos próximos cinco anos, enquanto cerca de 50% em uma pesquisa da PwC, passou a se preocupar mais com o preço desde 2021.
Portanto, a alta nos preços vai levar o público a preferir opções mais básicas e baratas, gerando uma repriorização do consumo. Além disso, os consumidores obcecados pelo preço vão priorizar os descontos, reduzindo a quantidade do que compram e optando por itens de marcas menores.
Entretanto, é importante ressaltar que esse grupo de consumidor vai na contramão das práticas sustentáveis visto que eles também consideram o consumo consciente como um fator relevantes para o consumo.
Consumidores Virais

Esse é o grupo dos consumidores que compram porque viu que viralizou em uma determinada rede social. Os consumidores virais são os responsáveis por redefinir o conceito de comércio online.
O Tik Tok é o principal app que está redefinindo a jornada do consumidor. Cerca de 74% dos usuários afirmam que a plataforma os ajuda a tomar boas decisões de compra, enquanto 67% a utiliza para saber mais sobre uma marca ou produto.
Ultrapassando o Google como o site mais popular de 2021, o TikTok e sua página do "For You" mostram ao usuários quais são os itens mais desejados do momento, ampliando a trend do #TikTokMadeMeBuyIt que já conta com 8 bilhões de visualizações.
Esse grupo de consumidores é composto majoritariamente pela Geração Z, ou seja, são consumidores jovens e fortemente influenciado pelo que vê no TikTok e em outras redes sociais. Em 2021, cerca de 36% da Geração Z comprou algo que viu no app, enquanto 83% usa a plataforma para acessar resenhas de produtos.
Portanto, podemos concluir que os consumidores virais não gostam das marcas que ficam empurrando os produtos. A sua fonte de inspiração e referência são os criadores e os microinfluenciadores. Caçar tendências e descobrir itens únicos ou marcas emergentes é a sua diversão e prioridade número 1.
Eles buscam uma viralização orgânica para que o aumento de vendas seja apenas uma consequência. Esse grupo espera uma jornada de compra mais uniforme, que o leve de um vídeo viral à pagina do produto em questão de segundos.
Em qual perfil do consumidor de 2022 você se encaixa? Acompanhe o Marketing Perverso em outros canais: Instagram, Twitter,Youtube e inscreva-se também na nossa newsletter mensal!
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